Comecei a me sentir incoerente... então senti necessidade de por tudo o que estava dentro pra fora, pra olhar de longe e tentar entender como funciona...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

pra indiara...

a pessoa que nós amamos e que não nos ama não existe: existe uma outra, com a mesma cara, a mesma voz, e que não nos conhece

terça-feira, 9 de novembro de 2010

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Toda vida gostei de gente que não gostava de ninguém.

E como a gente sempre acha que não pode viver sem aquele que ama (por mais que ele seja um imbecil) e como a gente sempre acha que se tiver mais um tempo ele vai se apaixonar e tudo vai ficar bem, eu aprendi a fingir que também não gostava.

Não que alguém acreditasse, a começar por mim, mas eu aprendi a escolher as palavras que expressariam o prazer das companhias sem jamais expressar qualquer desejo de amanhã. Aprendi a demonstrar o deleite e nunca o amor.

Tudo mentira.

Mas aprendi e tão bem a esconder os sentimentos pra não desmoronar o sonho antes da hora, que desaprendi a mostrar.

Hoje tenho na vida alguém que diz que me quer dia e noite. Que tem saudades, que sonha comigo. Hoje parece que não importa o quanto eu diga nunca será demais.
Talvez nem o bastante...

... mas eu ainda escolho as palavras. Eu ainda tenho medo de demonstrar carinho demais e por pra correr um novo sonho.

Hoje eu acredito que ele saberá esperar que esse nó se desfaça ou saberá desatá-lo mas eu ainda respiro fundo muitas vezes antes de cada palavra. Eu ainda espero ansiosa por cada resposta e o meu peito inda se inunda de paixão e medo.

Eu não me pergunto se irei perdê-lo por isso. Eu creio mesmo que este sim saberá me cuidar.

Mas eu me pergunto se todas as pessoas que me machucaram todos esses anos tem a mínima idéia do estrago que fizeram.

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tanta coisa me espera...
Ai! que essa chuva e essa saudade não me dão vontade de fazer nada!
Toma jeito menina!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

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desse eu achei entre coisas escritas há muito... e resolvi publicar aqui.
Beijos a quem vier ler.

"Com olhar de fome paira sobre o doce perfume.
Ela assustada se esquiva - nem tanto -
Nem olhos nos olhos nem som sequer
Mas pele na pele dos que caminham sobre seu ar.

E aos outros surpresa e apostas:
Que cai a dama nos braços da fera
e esta em seus encantos.
E que em suaves murmurios se escondem dos ouvidos das paredes e portas.

A sós, sem véus e máscaras,
De cada gesto um espanto:
A procura de opostos se descobriram iguais.
Que toda rudeza tem sua fragilidade
e toda delicadeza sua força

Susto passado,
Se viram por dentro e a si no outro
e se viveram em um
e de dias e noites nem claros nem escuros perderam o receio do ser

E aos outros surpresas e decepções:
Não são mais os mesmos...
Não mais como antes...
Nem doçura nem dureza...
Inversos se uniram e separaram de nós!

Bobagem!
Apenas não eram e agora são.

E Ser devia ser verbo intransitivo.
Que se não há palavra que defina a inteireza de ser humano
porque nos obriga a gramática a um complemento que não podemos redigir?"

Luciana Hilst
01/02/2005

domingo, 7 de novembro de 2010

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Me chama linda linda linda...
Linda.
Mal sabe que metade dessa lindeza nasce do seu encontro.

Nem sabe que de tanto calvário cheguei a pensar a lindeza um defeito
feito carniça... só serve pra trazer urubu.

Hoje no espelho vejo lindeza de açúcar:
que atrai tudo quanto é inseto
que se estatela na vidraça
enquanto adoço a boca do meu amor.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

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e eu que nunca fui de dar mãos... quisera hoje dedos longos de alcançá-lo.
eu que nunca suportei horas demais no mesmo abraço conto e reconto os minutos e sempre faltam alguns.

não me reconheço.
há algo errado em mim. ou certo. finalmente certo.

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é noite de ter bons sonhos...