Comecei a me sentir incoerente... então senti necessidade de por tudo o que estava dentro pra fora, pra olhar de longe e tentar entender como funciona...

sexta-feira, 2 de março de 2012

do espaço para o outro

- Professora, eu vou na umbanda.
- E eu vou no candomblé!

Essa semana, pela primeira vez, uma aluna me disse isso com todas as letras. Uma não, vários, meninos e meninas. Foi como encontrar uma estrela, uma pedra preciosa.

Não o ser ela umbandista: a cidade de São Paulo tem um montão de terreiros e as escola públicas da cidade devem ter milhares de alunos umbandistas e candomblecistas.

Foi o sentir-se à vontade para dizer.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

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Ano novo, função nova, escola nova.
e um monte de novos desafios pela frente.
(mais precisamente 624)

Um brinde à Sala de leitura!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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Hoje um homem me perguntou se eu ainda pensava nele. E eu respondi, com sinceridade: Não.

E ele disse: mas você fez parte da minha vida, queira ou não. E eu: fiz. eu sei. não nego.


Chega a ser engraçado...
como é fácil admitir as historias que de fato acabaram.
Tem a mesma tranquilidade de olhar as fotos de infância.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

...

dirigir é um exercício de paciência, de percepção, respeito e concentração.

tá lá você e a rua. a rua, vazia, e você, no volante.

Precisa segurar o pé e andar no limite.
Precisa ver os outros, deduzir suas intenções
Precisa lembrar que o outro, no mais das vezes, é tão importante e tem tanta pressa e tantos compromissos quanto vocês.
E precisa lembrar que, pensando bem, se você chegar uns minutinhos mais tarde, nem vai fazer tanta diferença assim...

Quem consegue se manter tranquilo no trânsito deve ser capaz de alcançar o nirvana...

domingo, 1 de janeiro de 2012

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...
pá pá pá
...
uóuóuóuó
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foi na porta de casa.
nem fui olhar...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Por onde andará Maria Teresa?

Hoje foi dia de conselho. Aquela discussão de sempre sobre quem de fato tem dificuldade, quem é só preguiçoso, quem precisava de mais apoio da família...

Lembrei de uma vez lá pela terceira série que, sem nada melhor pra fazer no momento, fiz o exercício de matemática na classe.

Passando por ali, a professora olhou minha lição e disse, com toda bondade nos olhos:
- Está vendo, Luciana, você sabe fazer. Você nunca faz a lição de casa, eu já achava que você era burra mas, não, você consegue fazer...

Aquilo me doeu no ego de tal forma... não foi na alma não, foi no ego mesmo. Não disse nada, mas inda hoje me lembro de ter pensado: "BURRA!?!? Você está me chamando de burra? Quem você pensa que é? Eu vou te mostrar quem é que é burra!" E nunca mais fui mal em matemática.

Hoje, professorando, tenho minhas dúvidas se ela realmente achou que eu era burra ou se só jogou comigo. Se foi esse o caso, ganhamos.


domingo, 13 de novembro de 2011

nós

Eu já te sabia mas não acreditava quando num primeiro encontro cheio de engano não fiquei ao teu lado.

Eu já te imaginava na manhã seguinte

E já temia de tanta mágoa: coração machucado e bem trancado a sete chaves que se abriram quando me enlaçaste a cintura.

E te beijei um beijo interrompido
(depois da demora, ciume de amigo)
e outros tantos que podiam ser um só...
como nós.

E nunca mais dormi sem tua presença, se não em carne, em pensamento
Nem mais te deixei mais só, sem ao menos meu desejo como companhia