Comecei a me sentir incoerente... então senti necessidade de por tudo o que estava dentro pra fora, pra olhar de longe e tentar entender como funciona...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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Hoje um homem me perguntou se eu ainda pensava nele. E eu respondi, com sinceridade: Não.

E ele disse: mas você fez parte da minha vida, queira ou não. E eu: fiz. eu sei. não nego.


Chega a ser engraçado...
como é fácil admitir as historias que de fato acabaram.
Tem a mesma tranquilidade de olhar as fotos de infância.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

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dirigir é um exercício de paciência, de percepção, respeito e concentração.

tá lá você e a rua. a rua, vazia, e você, no volante.

Precisa segurar o pé e andar no limite.
Precisa ver os outros, deduzir suas intenções
Precisa lembrar que o outro, no mais das vezes, é tão importante e tem tanta pressa e tantos compromissos quanto vocês.
E precisa lembrar que, pensando bem, se você chegar uns minutinhos mais tarde, nem vai fazer tanta diferença assim...

Quem consegue se manter tranquilo no trânsito deve ser capaz de alcançar o nirvana...

domingo, 1 de janeiro de 2012

...

...
pá pá pá
...
uóuóuóuó
...
foi na porta de casa.
nem fui olhar...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Por onde andará Maria Teresa?

Hoje foi dia de conselho. Aquela discussão de sempre sobre quem de fato tem dificuldade, quem é só preguiçoso, quem precisava de mais apoio da família...

Lembrei de uma vez lá pela terceira série que, sem nada melhor pra fazer no momento, fiz o exercício de matemática na classe.

Passando por ali, a professora olhou minha lição e disse, com toda bondade nos olhos:
- Está vendo, Luciana, você sabe fazer. Você nunca faz a lição de casa, eu já achava que você era burra mas, não, você consegue fazer...

Aquilo me doeu no ego de tal forma... não foi na alma não, foi no ego mesmo. Não disse nada, mas inda hoje me lembro de ter pensado: "BURRA!?!? Você está me chamando de burra? Quem você pensa que é? Eu vou te mostrar quem é que é burra!" E nunca mais fui mal em matemática.

Hoje, professorando, tenho minhas dúvidas se ela realmente achou que eu era burra ou se só jogou comigo. Se foi esse o caso, ganhamos.


domingo, 13 de novembro de 2011

nós

Eu já te sabia mas não acreditava quando num primeiro encontro cheio de engano não fiquei ao teu lado.

Eu já te imaginava na manhã seguinte

E já temia de tanta mágoa: coração machucado e bem trancado a sete chaves que se abriram quando me enlaçaste a cintura.

E te beijei um beijo interrompido
(depois da demora, ciume de amigo)
e outros tantos que podiam ser um só...
como nós.

E nunca mais dormi sem tua presença, se não em carne, em pensamento
Nem mais te deixei mais só, sem ao menos meu desejo como companhia




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Por onde eu começo?

Hoje, na 8a série (9o ano)
"lindinho: Aff... música que não fala nada não é música!
eu: Claro que é! A letra é exatamente a parte da música que não é música, é poesia. A música é o som!"
lindinho: Aff..."

"lindinha: Esse cara é doido? Que que deu na cabeça dele pra fazer uma música que não fala nada?
eu: Mas música sem letra é uma coisa muito comum...
lindinha: Não é não!"

Ontem, na 7a série (8o ano):
"História em quadrinhos é aquilo que nem na revista da Mônica, que você escreve uma coisa, aí faz um círculo e aí faz um desenho?"

Uns anos atrás... na 8a série:
"lindinho: O Leonardo da Vinci é um artista muito legal. Eu gostei muito das obras dele. Pena que ele é desconhecido.
eu: como assim 'desconhecido'?
lindinho: eu perguntei pro meu pai, pra minha mãe, pro meu avô... ninguém nunca ouviu falar dele."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

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Decidiu-se certo dia a tirar do chaveiro todas as chaves antigas, sem uso, e como não soubesse mais a função de cada uma achou por bem guardá-las em caixinha, para o caso de precisar.

Eis que, muitos anos depois, acha a neta a tal caixinhas com todas as chaves descartadas por toda uma vida e nunca mais utilizadas já que - haja paciência! - melhor comprar cadeados novos.

Pois paciência é que não falta a criança sem ocupação.Pega a menina a tal caixa e se vai a desvendar tesouros: finalmente abrir a janela trancada em definitivo antes de instalar a tela para que o gato não saltasse, ler o diário dos primeiros amores da idosa, rever o álbum de criança, trancafiado pela timidez da puberdade, entrar de novo na escola que foi o primeiro trabalho e finalmente trancar de novo a escrivaninha e o banheiro, em que se batia a porta por segurança de não vexar ninguém haviam anos.

Tantas portas finalmente abertas ou finalmente trancadas que dava pra conhecer o mais fundo recôndito canto do coração da vó, não fosse a menina criança demais pra esses segredos de moça.