Sempre que alguma mulher decide buscar um parto humanizado, ela o faz porque alguma coisa no modelo padrão de atendimento obstétrico feriu seu senso de lógica. Não, não basta que alguém lhe conte que aquele G.O. fofinho é, na verdade, um grande cesarista e vai arrumar uma desculpa pra operá-la antes do fim do pré-natal. Não, é preciso um estranhamento, é preciso que ela olhe pra alguma coisa e pense: não.... isso simplesmente não pode estar certo!
É a partir daí que buscamos mais e mais informação, e que descobrimos que muitas outras coisas não podem estar certas.
Pra muitas é a frequência de cesáreas - "de dez amigas minhas, jovens e saudáveis, as dez tiveram um problema e não puderam parir?" - pra outras tantas, infelizmente, foi a violência.
Pra mim, o primeiro incomodo, a primeira sensação de que o mundo todo devia estar louco, foi quando eu soube que as mães não seguravam seus filhos ao nascer.
"Oi?!! Você está dizendo que mostraram ele pra você e levaram embora? Que sandice é essa?"
Não, definitivamente isso não faz o menor sentido.
Foi por isso que quando a minha irmã me perguntou se eu não achava estranho que todo mundo precisasse de cesárea eu não tive dificuldade em acreditar que todo o sistema estava viciado.
Muito obrigada,
Paula Hilst, por toda a informação e todos os conselhos,
Toda a Equipe da Casa Ângela;
Ana Duarte Nascimento, minha doula;
Dra Suzie Berger;
Barbara, acupunturista;
Maria Amélia Farah;
Mariana Castello Branco;
Dra Cláudia Magalhães;
Dr Braulio Zorzella;
Katia Barga;
Ana Cristina Duarte, Isabele Caterine e Letícia Ventura, parteiras;
Dra Renata Dourado;
Dra Silvia,
Bruna Quesada, fotógrafa;
Thais Olardi, acupunturista
Iraci Gassner,
Priscila e Barbara, as parteiras que estavam de plantão.
Graças a todos vocês, neste domingo escaldante, a 1h35, essa hora por pouco não devorada pela chegada do horario de verão, fez um mês que a minha Lia conheceu meu colo.