Comecei a me sentir incoerente... então senti necessidade de por tudo o que estava dentro pra fora, pra olhar de longe e tentar entender como funciona...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bum!

Não tomem isso como um manifesto "Anti-eca". E afirmo, logo de inicio, que acredito e defendo o estatuto, mas...

Alguma coisa anda muito errada, se não na lei, nas ferramentas para aplicá-la.

O fato é que tem criança por aí mordendo coleguinha, chutando professor, colocando bomba na escola e nada dá em nada. Os menos cuidadosos, quando pressionados, soltam logo o verbo: "Chama aí quem você quiser, eu sou menor mesmo, não pega nada!" E não pega mesmo. No máximo transferência. Que nem expulsão nem suspensão são de fato permitidas.

A curto prazo, a única chance que um adolescente tem de sofrer uma repreensão à altura do que ele faz é outro adolescente se encher e quebrá-lo no meio. Existe uma redoma tão bem construída para evitar que os adultos toquem neles, que ficam todos a mercê uns dos outros.

Haverá quem diga "punição não é o caminho, devemos utilizar medidas sócio-educativas". Concordo. Punir não é o caminho, o caminho é dar limite. Só que quando um adolescente coloca uma bomba na porta da sala dos professores, como aconteceu onde eu trabalho hoje de manhã, é sinal de que o limite falta há muito. E de que ele não tem medo de demonstrar isso.

No mais das vezes, todo esse cuidado passa a sensação de impunidade, o que, em se tratando de educação, é no mínimo uma grande mentira: eles estão aprendendo que podem tudo. Um dia sairão da escola e a vida os derrubará rapidinho. E o que foi que a gente fez pra evitar isso?

3 comentários:

Paula disse...

gostei, vou compartilhar!

Indiabelo disse...

Levando comigo...;)

Lu Hilst disse...

valeu!